Para o CEO da Confrapag, a digitalização dos meios de pagamento trouxe ao Brasil uma revolução de conveniência, inclusão financeira e agilidade
O PIX, as carteiras digitais e os pagamentos por aproximação transformaram a forma como consumidores e empresas se relacionam com o dinheiro. Com essa expansão, criminosos também tentam explorar brechas. Mas, segundo especialistas, o mercado está cada vez mais preparado, seguro e inovador para proteger os usuários.
Entre os nomes que acompanham de perto esse cenário está Paulo César Lemes, CEO da Confrapag e referência no setor de meios de pagamento. Para ele, o Brasil vive um momento em que a inovação tecnológica anda lado a lado com a segurança, garantindo tranquilidade ao consumidor.
O cenário atual: desafios e avanços
De acordo com dados do Banco Central, em 2024 o PIX registrou uma média de 390 mil notificações de fraude por mês. O número chama atenção, mas, segundo Lemes, também revela um ponto positivo: a rápida identificação, rastreabilidade e combate às tentativas de fraude em tempo real.
Outro indicador otimista é a queda de 18% nas fraudes com cartões, reflexo direto de investimentos em tecnologia, compliance e parcerias entre instituições financeiras. “O que se vê é um ecossistema em constante fortalecimento”, ressalta Lemes.
Métodos de pagamento: confiáveis e cada vez mais seguros
Na visão do especialista, todos os métodos têm avançado em confiabilidade:
- Cartões de crédito e débito: contam hoje com autenticação biométrica, chips criptografados e sistemas antifraude sofisticados.
- Carteiras digitais: soluções como Apple Pay e Google Pay utilizam tokenização e autenticação biométrica, adicionando camadas extras de proteção.
- PIX: considerado referência mundial pela sua eficiência, funciona 24/7 e recebe melhorias constantes de segurança.
- Boletos digitais: ainda muito utilizados no e-commerce, contam com sistemas de verificação de autenticidade.
- Criptomoedas: embora ainda de nicho, reforçam a descentralização e introduzem tecnologias inovadoras de segurança.
“O que une todos esses métodos é a robustez tecnológica e o compromisso das instituições sérias em oferecer tranquilidade ao consumidor”, explica Paulo César Lemes.
Fraudes existem, mas a defesa evolui mais rápido
Apesar da atuação constante de criminosos, Lemes destaca que o setor responde com estratégias cada vez mais sofisticadas. Entre elas:
- Inteligência Artificial: sistemas de IA são capazes de detectar padrões anômalos em tempo real, bloqueando operações suspeitas antes que causem prejuízos. Eles analisam o comportamento dos usuários, como horários de login, compras fora do padrão e transações próximas ao limite, interrompendo automaticamente atividades que indicam risco de fraude.
- Autenticação Multifator (MFA): a MFA combina diferentes métodos de verificação, como senha, código enviado por SMS e biometria. Essa camada extra de proteção dificulta o acesso de fraudadores e garante que apenas o usuário legítimo consiga concluir uma transação.
- Tokenização: trata-se da substituição de dados sensíveis (como números de cartão ou informações bancárias) por códigos aleatórios, chamados tokens. Esses tokens não possuem valor fora do sistema em que são gerados, tornando-os inúteis para fraudadores em caso de interceptação.
Essas práticas, já adotadas por bancos, fintechs e empresas de pagamento, vêm se mostrando eficazes na redução de riscos.
O papel das empresas: confiança como prioridade
Para Lemes, o compromisso central das instituições financeiras é oferecer confiança, praticidade e proteção. Nesse processo, a tecnologia se torna uma grande aliada, mas a educação digital do consumidor também é fundamental para reconhecer tentativas de fraude e contribuir para um ecossistema seguro.
Ele lembra que a colaboração entre Banco Central, fintechs, bancos e empresas de tecnologia cria um círculo virtuoso: quanto mais o mercado cresce, mais forte e confiável se torna.
Um futuro promissor
Na avaliação do CEO, os esforços conjuntos tornam o mercado mais resiliente, transparente e sustentável. E quem ganha é a sociedade, que pode desfrutar da comodidade dos pagamentos digitais com tranquilidade e confiança.
“O futuro dos pagamentos digitais no Brasil é promissor. A combinação de inovação, segurança e educação garante não apenas transações mais rápidas e acessíveis, mas também um ambiente cada vez mais confiável para consumidores e empresas”, conclui.
Paulo César Lemes

Paulo César Lemes é administrador de empresas, com especialização pela FGV e MBA pela Unirondon. Tem mais de 20 anos de experiência no mercado de franquias e meios de pagamento. Desde 2015, atua com consultoria em negócios e implantação de franchising, sendo sócio fundador da Confrapag, empresa que administra mais de 14 marcas operacionais e 50 White Labels.
Possui certificações da ABF e participou do Franchising University, maior capacitação em franquias da América Latina. Já passou por empresas como Microlins, Acqio e Mathice Holding, destacando-se na Acqio ao posicioná-la como a 6ª maior franqueadora do Brasil. Desde 2020, lidera a Confrapag, referência nacional em consultoria de franquias e meios de pagamento.
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