As fazendas verticais já são uma realidade no Brasil. Sendo assim, o conceito deixou de ser ficção. Como exemplo, podemos citar um prédio no centro urbano, com múltiplos andares dedicados a plantações agrícolas. Isso não é mais uma visão distante. Porém, uma tendência de tecnologia de agronegócio está mudando a forma como produzimos alimentos.
Primeira lavoura
A primeira lavoura vertical em escala comercial da América Latina funciona na cidade de São Paulo. Com aproximadamente 200 metros quadrados de área produtiva, essa fazenda vertical está localizada dentro de um galpão com 18 níveis e 7 metros de altura, as hortaliças crescem sob luzes de LED azul e rosa que simulam a luz do sol, acelerando a fotossíntese.
Nos últimos anos, o setor agrícola tem enfrentado desafios significativos, incluindo a diminuição da disponibilidade de solo adequado para o cultivo. Com a expectativa de que a população mundial alcance 10 bilhões de pessoas até 2050 e a necessidade de aumentar a produção de alimentos em 70%, a agricultura vertical surge como uma solução promissora.
Fazendas verticais
As fazendas verticais também podem ser uma resposta da agricultura também às mudanças climáticas, pois são os ambientes de cultivos controlado. Sua produção é mais sustentável, pois os alimentos são produzidos próximos do mercado consumidor, reduzindo a pegada de carbono com o transporte.
Como funcionam as fazendas na prática?
As fazendas verticais funcionam por meio de uma combinação de tecnologia avançada e métodos de cultivo altamente controlados para criar um ambiente ideal para o crescimento das plantas.
Neste caso, o elemento que chama mais atenção que é sua estrutura, que pode ser um edifício, estufas empilhadas ou torres modulares. Um prédio de 30 andares pode alimentar mais de 10 mil pessoas.
As plantas são cultivadas em prateleiras ou estruturas que são empilhadas umas sobre as outras, maximizando o uso do espaço. Além disso, um dos principais segredos do sucesso dessas fazendas é o controle rigoroso de regulamentação de temperatura, umidade, iluminação e circulação de ar com sensores e sistemas de automação criando condições ideais para o crescimento das plantas.
Sistemas de irrigação
As plantas são cultivadas em sistemas de irrigação, como hidroponia ou aeroponia. Na hidroponia, as raízes das plantas ficam suspensas em uma solução nutritiva líquida, enquanto na aeroponia, as raízes ficam suspensas no ar e são borrifadas com a solução nutritiva, o que elimina a necessidade de solo e permite um uso eficiente da água e dos nutrientes.
Desafios para a tecnologia
Para que as fazendas verticais alcancem todo o seu potencial, vários desafios precisam ser enfrentados. O primeiro deles é quanto à variedade possível de lavouras. Nem todos os alimentos podem ser cultivados nesse método. Apenas hortaliças, batata, tomate, pimentão, morango, entre outros, crescem nesse ambiente.
Contudo, é preciso dizer que este método não ocorre da noite para o dia. Assim como grandes empresas de tecnologia começaram pequenas e cresceram com o tempo, a agricultura vertical exige paciência e investimento a longo prazo.
Investimentos
Por fim, a indústria deste segmento necessita investimentos significativos para implantação e manutenção. Apesar disso, os especialistas acreditam que a agricultura vertical é parte essencial do futuro da produção de alimentos, sobretudo diante das mudanças climáticas e do aumento da população mundial.
*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/vista-de-terras-agricolas-de-alto-angulo_8762947